Um novo estudo publicado na revista Circulation: Cardiovascular Imaging revelou um dado surpreendente:
👉 Mesmo com menos placas nas artérias do que os homens, as mulheres apresentam praticamente o mesmo risco de morte prematura, infarto e hospitalização por dor no peito.
Isso sugere que a saúde cardiovascular feminina pode ser mais sensível à presença de placa arterial, mesmo em quantidades menores.
Índice
🔎 O que o estudo analisou?
- 📊 Dados de quase 4.300 pacientes com dor no peito
- 🏥 Atendidos em 193 hospitais nos EUA e Canadá
- 👩 Cerca de metade eram mulheres
📌 Principais descobertas
1️⃣ Mulheres têm menos placa — mas risco semelhante
| Indicador | Mulheres | Homens |
|---|---|---|
| Artérias obstruídas | 55% | 75% |
| Volume mediano de placa | 78 mm³ | 156 mm³ |
| Morte, infarto ou hospitalização | 2,3% | 3,4% |
📍 Mediana significa que metade das pessoas tinha mais placa e metade tinha menos.
👉 Mesmo com metade da quantidade de placa, o risco feminino foi praticamente igual ao masculino.
2️⃣ O risco começa antes nas mulheres
- 📈 Nas mulheres, o risco cardíaco começou a subir com 20% de carga de placa
- 📈 Nos homens, o risco começou a aumentar a partir de 28%
💡 Isso mostra que níveis considerados “moderados” podem representar risco elevado para mulheres.
🧠 Por que isso acontece?
Segundo o pesquisador Borek Foldyna, professor da Harvard Medical School:
“Como as mulheres têm artérias coronárias menores, uma pequena quantidade de placa pode ter um impacto maior.”
🔬 Ou seja: menos placa pode causar mais impacto proporcional nas mulheres.
⚠️ Impacto importante nas diretrizes médicas
Os pesquisadores sugerem que:
✔️ Pode ser necessário desenvolver diretrizes específicas por sexo
✔️ Os critérios atuais podem subestimar o risco cardiovascular feminino
✔️ A avaliação de risco precisa considerar diferenças biológicas fundamentais
📊 Um dado que merece atenção
Muitas pessoas associam doença cardíaca principalmente aos homens, mas dados da American Heart Association mostram que:
💔 As mulheres representam 47% das mortes por doenças cardíacas nos EUA.
Isso reforça que:
🔎 Doença cardiovascular não é “problema masculino”.
Ela afeta homens e mulheres — mas de maneiras diferentes.
🧬 Diferenças biológicas importam
A cardiologista Stacey Rosen, da Northwell Health, destacou:
“Existe um reconhecimento tardio das diferenças biológicas fundamentais na forma como as doenças se manifestam em homens e mulheres.”
Essas diferenças influenciam:
- 🧪 Fatores de risco
- ⚠️ Sintomas
- 💊 Resposta ao tratamento
- 📉 Progressão da doença
🎯 O que isso significa para você?
Se você é mulher:
✅ Não espere níveis “altos” de placa para se preocupar
✅ Avaliações preventivas são fundamentais
✅ Sintomas podem ser diferentes dos clássicos masculinos
✅ Conversar com seu médico sobre risco cardiovascular é essencial
Se você trabalha na área da saúde:
📌 Reavaliar critérios de risco pode ser crucial
📌 Abordagens personalizadas podem salvar vidas
🧾 Conclusão
💡 Menos placa não significa menos risco para mulheres.
A saúde do coração feminino exige atenção específica, critérios próprios e maior conscientização.
📅 Fonte: Comunicado da American Heart Association, 23 de fevereiro de 2026.













